GLOSSÁRIO

Glossário de métricas, modelos e relatórios

Este glossário documenta as principais métricas, índices e relatórios utilizados pela IM., clarificando definições, notas metodológicas e formas de cálculo. O objetivo é garantir transparência, consistência e comparabilidade na leitura dos resultados.

Como ler estas métricas

Metodologia geral

As métricas e índices desenvolvidos pela IM. (OTS, AVE, PRV, Sentimento, II, EE%, RRS, entre outros) combinam dados de mercado, informação de audiências, proxies de alcance e coeficientes de calibração normalizados para estimar exposição potencial, valor equivalente e impacto reputacional. O objetivo não é reproduzir a realidade financeira absoluta, mas criar indicadores consistentes, comparáveis e úteis para a gestão.
 
Sempre que não existem dados ao nível do conteúdo (artigo/peça/post), utilizamos aproximações conservadoras e regras explícitas, privilegiando oportunidades de contacto (OTS) em vez de contactos efetivos. Todas as fórmulas são documentadas, aplicadas de forma consistente ao longo do tempo e podem ser auditadas ou ajustadas às realidades de cada cliente.
 
Em linha com as boas práticas internacionais (AMEC), estes indicadores são sempre lidos em conjunto com a análise qualitativa e o contexto do negócio: ajudam a medir exposição e impacto sobre a reputação e os stakeholders, mas não substituem métricas internas de negócio, risco ou satisfação de clientes.

Metodologia IM. para métricas de exposição e valor

Metodologia

Princípios gerais que orientam o desenho e a calibração das métricas IM. de exposição e valor equivalente.

Definição

As métricas apresentadas pela IM. combinam dados de mercado, proxies de audiência e coeficientes de calibração normalizados para estimar exposição potencial e valor equivalente, garantindo comparabilidade entre meios e consistência ao longo do tempo.

Quando não existem dados ao nível do conteúdo (artigo/peça/post), é assumido de forma transparente que se trata de estimativas de oportunidade de contacto, e não de consumo efetivo, evitando sobre-interpretações dos resultados.

Nota metodológica

Privilegiamos metodologias documentadas, conservadoras e auditáveis, em linha com as boas práticas da AMEC e com os princípios de avaliação responsável da comunicação.

Sempre que modelos ou coeficientes são ajustados (por exemplo, após revisões de tabelas de audiência ou de preços de publicidade), as séries históricas são analisadas e anotadas de forma a preservar a integridade e a comparabilidade dos indicadores ao longo do tempo.

RRS | Reputation Rate Score

Índice

Índice proprietário, numa escala universal de 0 a 100, que sintetiza o impacto reputacional de uma entidade - comparável entre entidades, sectores e períodos.

Definição

O RRS (Reputation Rate Score) é o índice central de diagnóstico reputacional desenvolvido pela IM. que avalia a forma como a informação publicada influencia a percepção dos stakeholders sobre uma entidade, sintetizando num único valor entre 0 e 100 as quatro dimensões críticas da exposição mediática:

  • Volume — quanto se fala da entidade;

  • Alcance (OTS) — quantas oportunidades de contacto se geram;

  • Proeminência editorial (II) — quão visível e relevante é cada peça;

  • Sentimento — quão positiva ou negativa é a percepção gerada.

  • A escala universal 0–100, fixa e independente do relatório, permite comparar directamente entidades concorrentes, sectores distintos e períodos no tempo, sem ajustes interpretativos.

Nota metodológica

O RRS é calculado sobre o sinal reputacional (artigos positivos e artigos negativos), excluindo deliberadamente os artigos neutros — que contribuem para métricas de presença (Volume, OTS) mas não influenciam a percepção. O índice combina a Exposição Efectiva (EE%) observada, ponderada pela dimensão da amostra observada, garantindo leituras estáveis tanto em entidades de elevada exposição como em entidades de menor presença mediática.

Cálculo

A leitura qualitativa do RRS faz-se através de cinco zonas universais, calibradas empiricamente sobre benchmarks sectoriais:
Muito Forte ≥80: Liderança reputacional consolidada
Forte 60–79:  Posição reputacional sólida
Neutra 45–59:  Exposição equilibrada
Vulnerável 30–44: Sinais de erosão a monitorizar
Crítica <30: Risco reputacional materializado

Notas

  • Cada ponto do RRS é decomposto até ao artigo que o gerou — link, data, fonte, classificação, sentimento — garantindo auditabilidade total.
  • Pode ser calculado à escala global da entidade, por vector de reputação, por mercado, por stakeholder ou por período.
  • Inputs directos: Volume, OTS, II, Sentimento.

EE% | Exposição Efectiva

Índice

Percentagem de exposição mediática favorável a uma entidade, ponderada pelo Índice de Impacto editorial — escala 0–100% que mede que fracção da exposição com sinal actua a favor da entidade.

Definição

A Exposição Efectiva (EE%) mede a fracção da exposição mediática com sinal que actua a favor de uma entidade, ponderada pela proeminência editorial de cada peça. Responde à pergunta: do total de cobertura que forma percepção, quanto pesa a favor?

A escala é fixa, entre 0% e 100%:

  • 100% — toda a exposição com sinal é favorável;
  • 50% — exposição equilibrada entre positivo e negativo;
  • 0% — toda a exposição com sinal é desfavorável.

Nota metodológica

A EE% é uma quota ponderada, não um balanço — sempre entre 0% e 100%, nunca negativa. Distingue-se assim do IE (Índice de Eficácia), que produz balanços líquidos que podem ser negativos.

Metodologicamente, a EE%:

  • Considera apenas a cobertura com sinal (positivo e negativo); os artigos neutros são excluídos do cálculo;
  • Pondera cada peça pelo respectivo Índice de Impacto (II),  peças com maior proeminência editorial pesam mais do que menções periféricas;
  • É calculada sobre OTS (alcance potencial), captando não apenas a frequência mas a dimensão da audiência alcançada.

A EE% é a leitura mais intuitiva da reputação ao nível mensal - mais legível que o RRS para audiências não-técnicas - e alimenta directamente o cálculo do RRS.

Cálculo

EE% = OTS_pos_ponderado_por_II ÷ (OTS_pos_ponderado_por_II + OTS_neg_ponderado_por_II)

Notas

  • A EE% é input directo do RRS.
  • Pode ser calculada por entidade, por vector de reputação, por stakeholder, por mercado ou por período.
  • Em períodos com baixo volume de sinal, a EE% pode oscilar — recomenda-se leitura conjunta com o RRS, que aplica regularização sobre amostras reduzidas.

Vectores de Reputação

Metodologia

Conjunto de dimensões reputacionais calibradas ao sector, que estruturam a análise Corporate Reputation Analysis por área de actuação — onde a entidade lidera, onde é vulnerável e onde tem espaço para reforçar presença.

Definição

Os Vectores de Reputação são as dimensões temáticas e funcionais sob as quais a reputação de uma entidade se decompõe e é avaliada. Cada sector tem o seu conjunto próprio de vectores — calibrados a partir do contexto da indústria, da agenda mediática e dos atributos que melhor explicam a percepção dos stakeholders sobre os seus actores.

A análise por vector permite separar a reputação global numa estrutura legível: identifica onde a entidade tem desempenho diferenciado em cada dimensão temática relevante ao sector e converte o RRS num conjunto accionável de prioridades de comunicação.


Nota metodológica

Para cada sector, a IM. desenha um conjunto típico de 6 a 8 vectores, validado por analistas certificados pela AMEC e revisto periodicamente em função da evolução da agenda mediática. Cada peça de cobertura é classificada por um (ou mais) vector, permitindo decompor o RRS e a EE% por dimensão analítica.

A estrutura é universal (6 a 8 vectores); o conteúdo é específico de cada indústria. Exemplos de configurações sectoriais:

  • Banca — Solidez & Risco, Liderança & Governance, Inovação & Transição Digital, Serviço ao Cliente, Sustentabilidade & ESG, Ética & Compliance, Desempenho Financeiro.
  • Energia — Desempenho Financeiro, Liderança & Governance, Inovação & Transição Energética, Atracção de Talento, Ética & Compliance, Sustentabilidade & ESG, Serviço ao Cliente.
  • Supervisão financeira — Independência & Autoridade, Transparência & Accountability, Supervisão & Enforcement, Protecção do Investidor, Desenvolvimento do Mercado, Inovação & Regulação Proporcional, Visão & Liderança Institucional.

Cálculo

Cada peça é atribuída a um vector pelo analista. O RRS e a EE% são calculados separadamente sobre o sub-conjunto de peças de cada vector, mantendo a fórmula universal aplicada ao escopo do vector.

Notas

  • Os vectores podem ser revistos com periodicidade anual, em função de alterações na agenda mediática sectorial, da entrada de novos players ou de mudanças regulatórias.
  • Não existe matriz universal — cada sector tem calibração própria. A estrutura é universal, o conteúdo é específico.
  • A análise por vector é input obrigatório do CRA — o RRS isolado, sem decomposição por vector, perde valor analítico.

II | Índice de Impacto

Índice

Score de 3 a 14 pontos que mede o impacto editorial individual de cada conteúdo, combinando público-alvo, características da peça e presença da entidade.

Definição

O Índice de Impacto (II) quantifica o impacto potencial de cada artigo, peça ou post, considerando não apenas onde saiu, mas como saiu.

A pontuação resulta da soma de factores agrupados em três blocos:

  1. Público-alvo — adequação do meio ao target (0–3);
  2. Características editoriais — presença no título (0–2), tipo de conteúdo (1–3), tamanho/tempo (1–2);
  3. Presença da entidade — predominância (1–2), citações e declarações (0–2).

Nota metodológica

O II é calculado peça a peça, permitindo:

  • Comparar o impacto de notícias em meios distintos;
  • Distinguir menções periféricas de exposições centrais;
  • Alimentar índices superiores como RRS e EE%.

A escala operacional vai de 3 (impacto mínimo) a 14 (impacto máximo). Valores inferiores a um limiar podem ser excluídos de determinadas análises estratégicas, em função do objectivo do relatório.

Cálculo

II = Target + Título + Tipo de conteúdo + Tamanho + Predominância + Declarações
Exemplo de faixas:
• 3–6 → impacto baixo
• 7–10 → impacto médio
• 11–14 → impacto elevado

Notas

  • O II é input directo do RRS e da EE%, ponderando o sinal reputacional de cada peça.

Sentimento

Métrica

Classificação qualitativa da percepção gerada por cada conteúdo sobre uma entidade, em escala de –1 a +1, com base em regras AMEC aplicadas por analistas certificados.

Definição

O Sentimento mede a favorabilidade do conteúdo — a percepção que um artigo, peça ou post tende a gerar na audiência sobre determinada organização, marca, produto, tema ou personalidade.

Cada item é classificado por analistas especializados em três categorias:

  • Positivo — informação globalmente favorável à entidade;
  • Neutro — informação descritiva, equilibrada ou ambivalente;
  • Negativo — informação prejudicial, crítica ou associada a risco.

Nota metodológica

Na IM., o Sentimento é sempre atribuído por leitura humana, podendo ser apoiado por modelos de Inteligência Artificial — mas nunca substituído em análises sensíveis (reputação, risco, stakeholders). A classificação assenta em quatro princípios:

  1. Perspectiva da entidade analisada — o sentimento é sempre lido do ponto de vista da entidade que se está a avaliar (uma notícia pode ser positiva para o regulador e negativa para o supervisionado).
  2. Regras universais e sectoriais — a IM. aplica um conjunto de regras AMEC universais, transversais a todos os sectores, complementadas por regras sectoriais calibradas a cada indústria (banca, energia, retalho, supervisão financeira, entre outros).
  3. Exclusão dos neutros dos índices reputacionais — artigos neutros não influenciam o RRS nem a EE%; alimentam exclusivamente as métricas de presença (Volume, OTS).

Para tratamento estatístico, atribuem-se valores numéricos às categorias:

  • Positivo = +1;
  • Neutro = 0;
  • Negativo = –1.

A média ponderada destes valores produz um indicador contínuo entre –1 (muito negativo) e +1 (muito positivo).

Cálculo

Para um conjunto de conteúdos:

  1. Classificar cada peça (Positivo / Neutro / Negativo) por leitura humana;
  2. Converter em valor numérico (+1 / 0 / –1);
  3. Calcular a média ponderada (por volume ou por OTS, consoante o modelo aplicado).
 

Notas

  • Sempre que necessário, a classificação pode ser feita por tema, produto, stakeholder ou canal, permitindo leituras mais finas.
  • Em contextos de crise, é comum analisar separadamente o sentimento de "cobertura sobre o tema" e "cobertura sobre a resposta da organização".
  • O Sentimento é input directo do II, do RRS e da EE%.
 

Audience Intelligence

Metodologia

Análise multidimensional do perfil de audiência efectivamente alcançado pela cobertura mediática de uma entidade, em seis dimensões demográficas, com benchmark face à média do painel sectorial.

Definição

O Audience Intelligence é o módulo analítico IM. que decompõe a cobertura mediática de uma entidade pelo perfil demográfico das audiências efectivamente alcançadas, em seis dimensões complementares:

  • Premium versus Massas — poder de compra e segmentação socioeconómica;
  • Jovem versus Sénior — distribuição etária;
  • Urbano versus Nacional — distribuição geográfica.

Cruza a estrutura demográfica de cada OCS com o volume e o impacto da cobertura da entidade, e compara o resultado com a média do painel sectorial — revelando audiências sobre-representadas e sub-representadas. Responde à pergunta: a que audiência chegamos efectivamente, e onde temos espaço para crescer?

Nota metodológica

A análise assenta em três passos:

  1. Atribuição demográfica do OCS — cada fonte tem um perfil de audiência conhecido, a partir de tabelas de mercado;
  2. Ponderação da cobertura — cada peça é ponderada por OTS × II e a distribuição demográfica do OCS é atribuída a essa peça;
  3. Comparação com o painel sectorial — calcula-se o desvio da entidade face à média ponderada do painel competitivo, em cada uma das seis dimensões.

O output típico é um radar de seis eixos com índices de desvio (por exemplo, Premium −1.1, Massas +1.1, Jovem −0.5), acompanhado de benchmark face aos concorrentes directos.

A análise é sempre relativa ao painel sectorial — não existe um perfil de audiência ideal em absoluto; o perfil ideal depende da estratégia e dos targets de cada entidade.

Cálculo

Para cada dimensão demográfica D e para uma entidade E:

  1. Exposição demográfica da entidade: Exp_D(E) = Σ (OTS_i × II_i × perfil_D(OCS_i));
  2. Exposição demográfica do painel: Exp_D(painel) = média ponderada de Exp_D(E') sobre todas as entidades E' do painel;
  3. Índice de desvio: Δ_D(E) = (Exp_D(E) − Exp_D(painel)) ÷ desvio-padrão do painel.

Interpretação:

  • Δ_D > 0 → entidade sobre-representada nessa dimensão face à média do painel;
  • Δ_D < 0 → entidade sub-representada;
  • |Δ_D| > 1 → desvio materialmente significativo.

Notas

  • O Audience Intelligence é particularmente útil para identificar oportunidades de comunicação direccionada — onde a entidade pode reforçar presença junto de segmentos relevantes mas sub-alcançados.
  • A atribuição demográfica de cada OCS é actualizada periodicamente em função das tabelas de audiência mais recentes.
  • As seis dimensões são universais; a calibração demográfica é específica do mercado em análise.

OTS | Alcance potencial (oportunidades de contacto)

Métrica

Estimativa do número de oportunidades de contacto associadas a um conteúdo, baseada na audiência do meio ou canal.

Definição

As OTS (opportunities to see) representam o número de oportunidades de contacto associadas a um artigo, peça ou post. Em alguns contextos podem surgir também como alcance potencial ou impressões (sobretudo no digital).

As OTS não medem contactos efetivos; medem a possibilidade de exposição. São, por isso, uma métrica de exposição potencial, útil para comparar a dimensão de campanhas, períodos, canais ou entidades.

Nota metodológica

No contexto de avaliação de exposição mediática, as oportunidades de contacto (OTS) são usadas como referência para estimar quantas pessoas podem ter sido expostas a um conteúdo, com base na audiência do meio ou do canal.

Quando não existem dados ao nível do conteúdo (artigo/peça/post), recorremos a proxies de audiência ao nível do título, domínio ou perfil, mantendo a leitura como “potencial de exposição” e não como consumo efetivo.

As OTS são particularmente relevantes quando combinadas com métricas de enquadramento, relevância temática e impacto reputacional, ajudando a separar volume “de fundo” de exposições verdadeiramente materiais.

Cálculo

Imprensa
OTS = circulação + assinaturas (APCT)
Televisão
OTS = AMA × multiplicador horário × fator de reach
Rádio
OTS = AAV × multiplicador horário × fator de reach
Online
OTS = visitantes únicos mensais / 30 dias (proxy a partir de UVM do domínio)
Redes sociais
OTS = seguidores × 10% (taxa estimada de alcance; proxy)

Notas

Online / Redes sociais

  • as estimativas são proxies ao nível do domínio/perfil (não ao nível do artigo/post);
  • representam exposição potencial, não consumo efetivo.

Televisão / Rádio

  • AMA: audiência média por minuto (televisão);
  • AAV: audiência acumulada de véspera (rádio);
  • multiplicador horário: ajuste por faixa horária (curvas diárias de consumo / escuta);
  • fator de reach (tipicamente 1,5x–3x): aproxima o número de pessoas potencialmente expostas, ajustando por rotatividade e exposição parcial.

AVE | Advertising Value Equivalency

Métrica

Estimativa do valor publicitário equivalente à exposição editorial obtida por uma entidade, marca, evento ou personalidade.

Definição

O AVE representa uma estimativa do valor que uma entidade, marca, evento ou personalidade teria de investir em publicidade para obter uma exposição equivalente à alcançada através de cobertura editorial (Earned Media).

Em termos simples, traduz a visibilidade obtida em notícias, peças ou posts num “equivalente em investimento publicitário”, permitindo comparar campanhas, períodos ou entidades numa unidade financeira comum.

Nota metodológica

Em termos gerais, o AVE é estimado a partir do espaço ocupado (imprensa) ou do tempo de exposição (televisão/rádio), multiplicado por uma taxa de publicidade equivalente do meio.

Em canais digitais (online e redes sociais), o AVE é modelado a partir de proxies de audiência e de coeficientes de calibração normalizados pela IM., de forma a garantir comparabilidade entre meios quando não existe um valor publicitário diretamente aplicável.

Sempre que apropriado, a IM. privilegia leituras combinadas de AVE com métricas de volume, alcance (OTS) e enquadramento, evitando interpretações simplistas do valor equivalente isolado.

Cálculo

Imprensa
AVE = tamanho (espaço ocupado) × custo de publicidade
Online
AVE = (visitantes únicos mensais / 30 dias) × 0,12 € (coeficiente de calibração IM., normalizado)
Redes sociais
AVE = (seguidores × 10%) × 0,12 € (coeficiente de calibração IM., normalizado; 10% = taxa estimada de alcance)
Televisão
AVE = segundos × (taxa base/segundo × multiplicador horário × fator de markup)
Rádio
AVE = segundos × (taxa base/segundo × multiplicador horário × fator de markup)

Notas

Online / Redes sociais

  • proxies de audiência: estimativas ao nível do domínio/perfil (não ao nível do artigo/post), usadas para modelar oportunidades de exposição;
  • coeficientes de calibração: parâmetros normalizados para garantir comparabilidade entre meios quando não existe um valor publicitário diretamente observável.

Televisão / Rádio

  • taxa base/segundo: custo médio de um anúncio de 30s ÷ 30;
  • multiplicador horário: ajuste por faixa horária (curvas diárias de consumo);
  • fator de markup (tipicamente 1,2x–1,5x): calibra prémios adicionais associados a horários premium.

PRV | Public Relations Value

Métrica

Multiplicador do AVE que procura refletir a maior credibilidade da cobertura editorial face à publicidade, traduzindo o valor económico do trabalho de Relações Públicas.

Definição

O PRV surgiu nos primórdios da atividade de Relações Públicas, quando o mercado publicitário já dispunha de KPIs financeiros claros e as RP tinham dificuldade em demonstrar o seu retorno.

A lógica foi simples: se uma notícia editorial tem mais credibilidade do que um anúncio pago, o seu valor económico deve ser superior ao custo equivalente de publicidade. Assim, convencionou-se multiplicar o AVE por um fator (histórico: 3x) para estimar o valor de Relações Públicas associado à cobertura obtida.

Nota metodológica

O PRV é um indicador histórico e controverso.

Hoje é usado sobretudo como métrica auxiliar, nunca isoladamente, e deve ser enquadrado com métricas de volume, alcance, impacto e perceção (favorabilidade).

A IM. utiliza o PRV apenas quando é explicitamente requerido, privilegiando sempre métricas alinhadas com os princípios da AMEC (outcomes e impacto sobre públicos) em detrimento de métricas exclusivamente financeiras derivadas de equivalência publicitária.

Cálculo

PRV = AVE × fator de valorização
• Por defeito histórico: fator = 3 (PRV = AVE × 3)
 

Notas

• O PRV deve ser interpretado como uma estimativa de valor relativo, não como receita efetiva.
• Não substitui métricas de reputação, eficácia ou resultados de negócio; é apenas um complemento possível numa lógica de reporting simplificado.

RRI | Reputation Rate Impact

Metodologia

Índice proprietário que sintetiza o impacto reputacional de uma organização, combinando volume, impacto (II) e favorabilidade da informação publicada.

Definição

O RRI é o índice de diagnóstico reputacional desenvolvido pela IM. para avaliar a forma como a informação publicada influencia a perceção dos stakeholders.

Parte de três componentes principais:

Volume – quanto se fala de uma organização;

Impacto (II) – quão visível e relevante é cada peça;

Favorabilidade (Sentimento) – quão positiva ou negativa é a perceção gerada.

O RRI permite comparar organizações entre si, monitorizar a evolução no tempo e identificar quais as dimensões da reputação que contribuem de forma mais positiva ou negativa para o desempenho global.

Nota metodológica

A metodologia RRI avalia várias dimensões reputacionais (ex.: Produto/Serviço, Inovação, Liderança, Responsabilidade Social, Governança, Emprego), cada uma decomposta em vetores analíticos.

Para cada dimensão calculamos o contributo reputacional combinando:

• Volume de peças;

• Impacto médio (II);

• Estrutura de sentimento (positivas, neutras, negativas).

O índice é normalizado para permitir:

• Comparação entre entidades;

• Comparação entre dimensões da mesma entidade;

• Identificação de riscos e prioridades de ação.

Cálculo

Esquema simplificado:
  1. Para cada peça, calcular o II e o sentimento.
  2. Calcular o impacto reputacional positivo: • RRI_pos = ∑ (Volume_pos × II_pos)
  3. Calcular o impacto reputacional negativo: • RRI_neg = ∑ (Volume_neg × II_neg)
  4. Índice RRI global: 
    • RRI = RRI_pos – RRI_neg (Em implementação, os valores são normalizados numa escala adequada ao relatório/projeto.)

Notas

• O RRI é particularmente útil para ligar narrativas e temas críticos a efeitos reputacionais concretos.
• Pode ser calculado à escala global da organização, por dimensão reputacional, por mercado ou por tipo de stakeholder.

IE | Índice de Eficácia

Índice

Índice comparativo que mede a eficácia reputacional de uma entidade, combinando alcance e favorabilidade para determinar quem gera mais impacto positivo líquido nas audiências.

Definição

O Índice de Eficácia (IE) procura responder a uma pergunta central:

Entre todas as entidades analisadas, qual conseguiu gerar mais impacto positivo e menos impacto negativo junto da audiência total?

Parte da combinação de:

• Estrutura de sentimento (positivas vs negativas);

• Alcance associado a cada grupo de peças (OTS/ audiência);

• Comparação entre entidades ou clusters.

Nota metodológica

O IE é um índice relativo: o seu valor deve ser lido em comparação com outras entidades ou períodos.

Metodologicamente, distinguimos:

• Alcance com impacto positivo (IP/A);

• Alcance com impacto negativo (IP/N).

O índice final resulta da diferença entre estas duas proporções sobre a audiência total analisada, o que permite identificar quem está a converter melhor a exposição em perceção positiva.

Cálculo

  1. Calcular IP/A = Alcance com impacto positivo ÷ audiência total.
  2. Calcular IP/N = Alcance com impacto negativo ÷ audiência total.
  3. IE = IP/A – IP/N.

Notas

• IE > 0 indica eficácia líquida positiva; IE < 0 indica que o negativo pesa mais do que o positivo.
• Pode ser calculado por entidade, por campanha, por mercado ou por período, desde que existam volumes mínimos de exposição para evitar leituras instáveis.